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HISTÓRIA DO ESTADO DO ACRE



O estado do Acre pertencia à Bolívia até o início do século 20. Quando integrado ao Brasil como território, o Acre subdividiu-se em três departamentos: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, este, desmembrado em 1912 para formar o Alto Tarauacá, terra da biodiversidade. Unificado em 1920, o Acre elegeu representantes para o Congresso Nacional a partir de 1934. Em 15 de junho de 1962, o presidente João Goulart sancionou a lei que elevou o território à categoria de estado. Limitando-se com os estados do Amazonas e Rondônia, o estado do Acre adotou, definitivamente, a execução de políticas de desenvolvimento sustentável de florestas.

O estado do Acre tem uma população, projetada em 2017, de 829.619 habitantes, mais de 50% vivendo na cidade de Rio Branco. O extrativismo e a pecuária sustentam a sua economia; a venda e a exportação de castanha, madeira, borracha e outros produtos, seja em natura ou beneficiados. Em busca de assegurar o mando na região, em 1899 os bolivianos passaram a recolher imposto em solo acreano. Foi instalado um posto alfandegário em Puerto Alonso, atual município de Porto Acre. Indignados com a ocupação, os acreanos fizeram uma revolução armada, dando origem a um conflito de proporções internacionais. Aguerridos, os seringueiros cercaram o posto e expulsaram os funcionários. Foi então, que surgiu no Acre o jornalista espanhol Luís Galvez de Arias, tido como aventureiro e apelidado de Imperador.






























Queremos um estado independente, bradou o ousado Galvez Arias. Suas atitudes firmes encorajaram outras pessoas, principalmente porque o governador do estado do Amazonas, Ramalho Júnior, na época o apoiou. Nasceu o estado independente do Acre, em 14 de julho de 1901. Sitiada no final de janeiro de 1903, Puerto Alonso rendeu-se ao gaúcho Plácido de Castro e foi definitivamente incorporada ao território nacional. Galvez Arias constatou que os bolivianos, pretendiam negociar a transferência do controle do antigo território para o Anglo-Bolivian Syndicate, de Nova Iorque. Por ele, qualquer empresa concessionária, européia ou americana, assumia a soberania sobre áreas que desejava explorar economicamente. E tinha o monopólio sobre a produção, além dos direitos fiscais e do papel de polícia. José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, "Monstruosidade legal" foi como ele classificou a concessão boliviana ao Bolivian Syndicate.

Ex-oficial das forças federalistas que atuaram entre 1893 e 95 no Rio Grande do Sul, com noções de agrimensor, Plácido de Castro obteve o apoio do governador do Amazonas, Silvério Nery, e organizou a resistência aos bolivianos. Isso resultou na proclamação da segunda independência do Acre, anunciada no arraial de Xapuri no dia 7 de agosto de 1901. A luta acreana consolidou-se após a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo Barão, em 17 de novembro de 1903.



Por meio do tratado que significou uma das maiores vitórias da diplomacia brasileira em todos os tempos, o País conseguiu a posse definitiva da região. Cedeu áreas de terras em Mato Grosso aos bolivianos e, ao mesmo tempo, pagou-lhes dois milhões de libras esterlinas, assumindo o compromisso de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Porto Velho - Guajará Mirim). Guajará é vizinha de Guayaramerín, capital do Departamento do Beni.

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